terça-feira, setembro 30, 2014
quinta-feira, setembro 25, 2014
quarta-feira, setembro 24, 2014
MINHA MÃEZINHA FAZIA PÃO DE LÓ
Chafurdando hoje nos meus papéis, que são vários livros e outros, encontrei a RECEITA DE BOLO que a seguir vai. É a receita do PÃO DE MEL TATÁ, que está no RECEITAS SABOROSAS - CULINÁRIA DONA MARIA, uma publicação do GRANDE MOINHO CEARENSE S.A.
Lembro bem que minha Mãe ( é, com M maíusculo mesmo, pois minha heroína ) fazia um pão de mel ou melhor PÃO DE LÓ de primeira linha e que eu, quando dizia que tinha comido um, três já tinham ido.
Ela utilizava a rapadura, que era pisada. No caso do Pão de Mel que passo a receita, é utilizado o açúcar mascavo ( dá na mesma, quase ) e há outros ingredientes que são, se não me engano agora, o chocolate e o mel de abelha. Taí:
O ASSUNTO É VOTO E VOTAR
A fonte é o DIÁRIO DO NORDESTE de hoje, 24 de outubro, 12 dias antes das eleições. Note - se que há um "quase" movimento contrário aos "políticos de carteirinha" assinada, os políticos que fazem da política um emprego profissional, pois se reelegem por várias legislaturas.
sexta-feira, setembro 12, 2014
OS CORUMBAS, de AMANDO FONTES
Esta é uma indicação de leitura. Quando li OS CORUMBAS, há bastante tempo, logo me apaixonei. Romance de uma clareza tão clara que é quase poesia. Leia e se delicie com tanta beleza. Segue aí a resenha do livro.
COMENTARIOS PESSOAIS E ANALISE DA OBRA
Resenha do Romance Os Corumbas de Amando Fontes
Amando Fontes, Autor do romance "Os Corumbas"
INTRODUÇÃO
Lançado em 1933, os Corumbas trata-se de um
romance que retrata o drama de uma família de sergipanos que decidem migrar
para a capital do seu Estado, ante a auspiciosa perspectiva de conseguirem melhores
empregos e uma vida decente na “promissora” Aracaju do século XX. Sá Josefa e
Geraldo são o casal que, junto com os seus 5 filhos, compõem a família que
protagoniza a história do romance.
RESUMO DA OBRA
Começando
com uma espécie de prólogo (a primeira parte do romance), a história mostra
como viera a se dar o relacionamento entre Josefa e Geraldo, e os motivos que
levaram a família inteira a saírem de sua pequena cidade do interior para irem
viver e trabalhar na capital. Ao se instalarem em Aracaju, o pai da família,
junto com os seus três filhos mais velhos (Rosenda, Albertina e Pedro) se
empregam na companhia sergipana de fiação (A Sergipana). As condições em que a
família vive são muito difíceis. E os graves incidentes que, de pouco a pouco,
vão acometendo a família, acabam por agravar ainda mais a sua situação. A fuga
de Rosenda é o primeiro destes incidentes, no qual, Rosenda, apaixonada pelo
cabo Inacio dos Santos, decide abandonar o seu lar, ante a desaprovação de seus
pais ao namoro. Depois, há a prisão de Pedro, único filho homem da família, o
qual, ao tomar partido da greve do operariado Sergipano, acaba por sofrer do
mesmo fim que o seu amigo, Jose Afonso (responsável pela introdução de Pedro
aos ideais do comunismo), sofre: A prisão junto com a deportação. Não obstante
o abatimento emocional que esse segundo incidente viera a causar sobre a
família, também houve um serio prejuízo em seu orçamento já afetado com a fuga
de Rosenda. Em função disto é que a frágil Bela, mesmo estando com a sua saúde
afetada, se ingressa no trabalho das fabricas. Entretanto, a exaustão dos
serviços na fabrica acabam por agravar ainda mais a saúde de Bela, e logo a família
se vê aflita quanto a sua sobrevivência e quanto aos gastos que irão ter com o
seu tratamento e. E é nesse momento que surge o personagem do Dr Silva
Fontoura, medico assistente da Fabrica têxtil, na qual, Albertina trabalhava
desde que fora expulsa da Sergipana logo após uma discussão que esta tivera com
o seu contramestre por causa de seus constantes assédios. É Albertina quem tem
a idéia, e que também vai solicitar o auxilio do Dr. Fontoura para o caso de
Bela, sendo que este o aceita, meramente motivado pelos seus interesses
libidinosos por Albertina, que se acendem logo na primeira vez em que o Dr.
Fontoura a vê. Vendo a Irma inativa, definhando aos poucos, Caçulinha decide se
empregar também. Moça estudada e bonita, Caçulinha consegue emprego no
escritório da companhia sergipana de fiação, e algum tempo depois disso, Bela
morre. Os momentos finais da obra são constituídos pela perdição de Albertina,
a qual, afinal, acaba se entregando ao Dr. Fontoura; e a paixão e posterior
perdição de Caçulinha com o sargento Zeca, uma figura com a qual Caçulinha
passa a manter relacionamentos logo após o conhecê-lo numa festa. A obra se
encerra com o angustiante retorno de Josefa e Geraldo a Ribeira, local em que
viviam antes de irem morar em Aracaju, e onde, agora, ansiavam viver os seus últimos momentos de
vida.
COMENTARIOS PESSOAIS E ANALISE DA OBRA
Alem
de se constituir em uma excelente obra ficcional, os corumbas também se
constitui em uma excelente obra de denuncia social que oportuniza o conhecimento
de algumas das problemáticas que perpassavam o operariado sergipano em seus
primórdios, tais como, a exploração do trabalho infantil, a ausência de
direitos trabalhistas, as condições perigosas e insalubres em que os operários trabalhavam,
e a repressão contra todos aqueles que se mobilizassem contra a ordem
trabalhista das fabricas. Todavia, dentro todos os temas e aspectos em que o
romance se notabiliza, urge mencionar o destaque que as suas personagens
femininas assumem no decorrer da trama. Essa
é uma obra na qual se pode perceber uma nítida preocupação do seu respectivo
autor em querer mostrar para o leitor, como era a vida das mulheres pobres da
Aracaju do século XX, principalmente, a daquelas ligadas ao operariado. Josefa,
Rosenda, Albertina, Bela e Caçulinha, são personagens que ilustram a difícil vida
das mulheres ligadas ao segmento popular. Outro ponto a ser salientado do
romance é sobre o quanto que ele nos oferece um rico painel do que fora a
Aracaju daqueles tempos e as pessoas que viviam nela, mostrando como era a
alimentação, a indumentária, os costumes, as festas e os tipos sociais que
desfilavam pela cidade.
Falando um pouco sobre o estilo de Fontes, com base no
que pude apreciar desse autor em Os corumbas, o seu estilo me fez lembrar
ligeiramente o do escritor carioca Lima Barreto. O que eu achei em comum entre
esses dois escritores fora o caráter eminentemente social de suas obras e a
narrativa de fácil assimilação. Entretanto, enquanto que a obra de Barreto se
notabiliza por ser aquilo que Sergio Buarque de Holanda, em prefacio da 2º
edição de Clara dos Anjos, chamava de “(...) uma confissão mal escondida,
confissão de amarguras intimas, de ressentimentos, de malogros pessoais, que
nos seus melhores momentos ele soube transfigurar em arte” (BARRETO, 1961, P.9)
Fontes demonstra seguir por um estilo literário onde o seu lado pessoal pouco
interfere na constituição de suas obras.
Os corumbas é um romance que que deve ser lido por todos aqueles que
queiram conhecer um retrato da miseria que vigorava entre o operariado
sergipano dos primeiros tempos, a partir do qual, passamos a compreender
melhor o histórico processo de exclusão social comun não só a realidade
sergipana daquela epoca, mas a de todo pais.
.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
.
FONTES, Amando Os Corumbas. Rio de Janeiro. Editora José Olympio. 1967, 8º Edição
BARRETO, Lima. Clara Dos Anjos. São Paulo. Editora Brasiliense.1961, 2º Edição
___________________
colhido em http://sergipeiiempauta.blogspot.com.br
quinta-feira, setembro 11, 2014
LER, sempre!
Ensinar a ler é ótimo; a interpretar é essencial
José Ruy Lozano*
Ninguém sabe
ler de antemão, e isso não se refere apenas à decifração de códigos,
letras e frases, mas sim ao desenvolvimento de capacidades leitoras
diversas, como, por exemplo, a de inferir sentidos.Frequentemente, a relevância da leitura para a vida em sociedade é debatida. São várias as preocupações de pais e educadores no que se refere às exigências sociais associadas a ela, seja em função de atividades profissionais que exigem comunicação verbal eficiente e boa redação; ou em função de necessidades mais gerais, relativas à inserção social, o que demanda saber ler diferentes tipos de texto, ou mesmo saber utilizar o nível de linguagem adequado a diferentes situações.
Ainda que existam, hoje, muitas mídias que viabilizam o acesso rápido e irrestrito a informações úteis para a vida cotidiana, o texto escrito é ainda o meio fundamental de obtenção do conhecimento. Isso porque ele oferece ao leitor possibilidades de interpretação e, portanto, maior autonomia. Quando lemos, também construímos os sentidos, pensamos autonomamente, elaboramos nossas indagações e recusamos, confirmamos e/ou redefinimos respostas. O leitor é aquele que reescreve o significado do texto a partir de sua interação com as intenções de quem escreveu.
Se a importância da leitura é consensual, a constatação de que nossos filhos lêem mal desperta grande inquietação, além do desejo de ajudá-los no processo de aquisição da capacidade de ler com eficiência e inteligência.
O primeiro passo para ensinar a ler textos de maior complexidade é justamente o de compreender o quão complexo pode ser, para as crianças e jovens, um texto que para nós, adultos, é relativamente fácil ou óbvio. Nesse processo, não existem obviedades. O que é claro e evidente para mim nem sempre o é para uma criança. Ela detém um repertório mais restrito, tanto de palavras quanto de experiências.
O que nos induz ao próximo passo: ensinar a ler exige a intervenção ou a mediação ativa de quem propõe a leitura, sejam pais ou professores. E tomando o cuidado de não ler para a criança, substituindo sua experiência de leitura. É preciso ler com a criança, questionando-a sobre passagens que ocultem implícitos importantes para a compreensão global do que se lê, além de estabelecer relações de significado que, de outro modo, passariam despercebidas.
Assim, estaremos ensinando que ler é mais do que decifrar letras: ler é pensar sobre o que se lê. E isso fará toda a diferença no futuro.
Outro elemento importante para permitir o aprendizado desta atividade é possibilitar o acesso da criança à maior variedade possível de textos, em diversas situações sociais de leitura. Ler é algo que se desenvolve por meio da imersão em sua prática, não atividade exercida de modo descontextualizado da vida em sociedade. De acordo com essa visão, o adulto precisa mostrar para a criança como os textos que circulam na sociedade podem ser usados, a fim de que ela compreenda os seus sentidos.
Charges ou tirinhas de jornal, por exemplo, muitas vezes não são compreendidas pelos mais novos. “O que tem de engraçado aqui?” perguntam-se. Isso ocorre quando o efeito de humor passa por um dado cultural desconhecido pelo jovem leitor. Esse dado pode ser apenas uma palavra de duplo sentido ou até mesmo um pressuposto que exige o reconhecimento de fatos políticos ou históricos. Propagandas estabelecem relações de sentido que podem ser inferidas de acordo com a intenção daqueles que as produziram e com o público a que se destinam os produtos. Uma notícia pode ser escrita com diferentes intencionalidades, visando a finalidades que não são apenas as de informar. Da mesma maneira, um artigo de opinião pode refletir tendências ideológicas de quem o publica.
Compreender essas relações não é fácil, nem pode ser dado como pré-requisito. Como já se afirmou aqui, ninguém sabe tudo de antemão; ou seja, a criança precisa ser ensinada a ler com profundidade. Ao questionarmos nossos filhos sobre todas essas complexidades, em diversas situações sociais, estaremos evidenciando a eles que ler envolve “um montão de coisas”, o que provavelmente os induzirá a ler não somente com maior atenção, mas também de modo mais inteligente.
A atitude do adulto diante da leitura deve ser positiva, se ele quiser influenciar o jovem a ler mais e melhor. Essa postura inclui necessariamente um envolvimento afetivo com o que lê. O adulto é quem oferece um modelo de leitura para o aluno-leitor, servindo-lhe de exemplo e espelho. Caso a criança não reconheça a importância da leitura nas atitudes do adulto, seu modelo, qualquer estratégia será em vão. Continuamos ensinando melhor por nossas obras do que por nossos discursos.
* Professor do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva, e licenciado em Ciências Sociais e Letras pela Universidade de São Paulo (USP)
fonte: http://www.jb.com.br/sociedadeaberta/noticias/2011/05/13/ensinar-a-ler-e-otimo-a-interpretar-e-essencial/
terça-feira, setembro 09, 2014
CENTENÁRIO: RELAÇÃO DE PREFEITOS DE UBAJARA
terça-feira, setembro 02, 2014
SIMPLESMENTE SIMPLES
ADÉLIA PRADO escreve sem necessidade de roupagem emplumada, aveludada.
Ela escreve o nu do cotidiano. Simplesmente risca no papel as impressões que lhe surgem do embate diário.
Sobre CANDIDATURA DE MALUF
QUANDO SERÁ O DIA DA MINHA SORTE? ( já dizia o compositor)
O assunto é interessante. Não pelo fato de negação da candidatura de Paulo Maluf, lá em São Paulo. É interessante para chamar a atenção para alguns "nós" que enfrentamos no nosso dia - a - dia. A burocracia, a leniência e a preguiça de servidores municipais, estaduais e federais, aliadas à corrupção - que sabemos é uma "pereba" ( ferida ) bem grande, nos prejudicam a boa existência.
Há ainda a considerar, e é este o caso, a possibilidade de RECORRER na justiça em ações perdidas que é dada aos mais espertos e endinheirados. Assim, fulano perde na primeira, recorre na segunda e na terça e na quarta, até no domingo. Tem dinheiro para pagar advogados lisos. Lisos não de dinheiro, mas lisos quando é o caso de "passar" entre os obstáculos, sempre na "defesa" do cliente. Há ainda duas figuras, uma masculina e uma feminia, bastante conhecidas do meio, mas fácil para quando o defendido tem money: habeas corpus e impunidade.
Eta Brasil!
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