terça-feira, setembro 29, 2026

de HEMETÉRIO, ABDELKADER E JOSÉ AGAPITO POESIAS

 



REVISTA  DO  CINQUENTENÁRIO  digital  acervo CMU

ARACNÍDEO ENCONTRADO EM 1961 durante expedição

 NA  GRUTA  DE  UBAJARA  em  notas  do  professor  CAIO  LÓSSIO  BOTELHO


O termo "Trichodamon ubajarense" não corresponde a uma espécie catalogada pela ciência. É provável que se trate de uma confusão ou de uma associação informal entre o gênero de aracnídeos Trichodamon (encontrado na região do Nordeste) e o município de Ubajara, no Ceará, conhecido por suas cavernas e rica biodiversidade de amblípigos (escorpiões-vínculo ou aranhas-chicote)  IA  do  GOOGLE



A  CLASSIFICAÇÃO  GEOLÓGICA  DO  ESPÉCIME  (  à  epoca ) foi  a  seguinte:

classe:  ARACNÍDEO

Subclasser:  ADELOCTENO

Seção:  ORTOPNEUMONE

Ordem:  PEDIPALMO

Subordem:  AMBIPLIGO

Espécie:  TRICHODAMON  UBAJARENSIS  -  JD (  de  JULIAN ? ).


revista  do  CINQUENTENÁRIO


de ANTONIO JOSÉ PEREIRA ANTONIO PEREIRA CARRASCAL

 


CARRASCAL

                                                                                                Por  ANTONIO  PEREIRA

 

Vês  este  carrascal,  planície  adusta  e  feia?

De  flórula  esquisita  emaranhada  e  espinhenta,

O  solo  seco  é  pedra, é  só  de  pedra  e  areia...

Trecho  morto  da  terra  exsicada  e  sedenta,

 

Aqui  não  brota  a  fonte  amena,  nem  serpeia

Rio  ou  córrego  farto  e  estuante  em  marcha  lenta

O  sol  toda  manhã  todo  o  espaço  incendeia

E  o  vento  angustia  atroz,  ruge  em  fúria  odienta.

 

A  ave  não  canta  aqui,  nem  uma  flor  singela

Um  pouco  de  alegria  ou  beleza  revela,

Que  possa  amenizar  este  deserto  bruto.

 

Conheço  uma  alma  assim  como  este  chão  de  pedra,

Onde  a  alegra  e  o  amor  não  floresce  nem  medra,

É  a  minh’alma  infeliz  que  traja  eterno  luto.

 

Revista  do  Cinquentenário

 

VOCABULÁRIO.  Significado

FLÓRULA  significa “ Flora de uma região muito limitada”  dicio.com.br

Exsicada  é  o  termo  utilizado  pelo  autor.  Talvez  ele  tenha  queira  dizer

EXSICATA  que “é uma amostra de planta ou alga que é prensada e em seguida seca numa estufa”(...), wikipédia.



MAIS  DE  ANTONIO  PEREIRA

A  SECA   e  o  INVERNO

                                                                                                                        Mecosta

sexta-feira, setembro 25, 2026

de MAGALHÃES JUNIOR; OPORTUNÍSSIMO!

 

Oportunissimo  no  BRASIL  DE  HOJE!!!


Contidos  no  livro  DICIONÁRIO  BRASILEIRO  DE  PROVERBIOS,  LOCUÇÕES  E  DITOS  CURIOSOS,  PÁGINA  73,  de  autoria  de  Raimundo  Magalhães  Júnior.
Acervo  do  Blogger

quinta-feira, setembro 17, 2026

E para coroar o DIA: PATATIVA DO ASSARÉ - EU E O SERTÃO e VACA ESTRELA E BOI FUBÁ

 

Eu e o Sertão

Sertão, argúem te cantô,
Eu sempre tenho cantado
E ainda cantando tô,
Pruquê, meu torrão amado,
Munto te prezo, te quero
E vejo qui os teus mistéro
Ninguém sabe decifrá.
A tua beleza é tanta,
Qui o poeta canta, canta,
E inda fica o qui cantá.


Credito:  portal  MST


 

4. Vaca Estrela e Boi Fubá

Seu doutor, me dê licença
pra minha história contar
Hoje eu tô na terra estranha,
é bem triste o meu penar
Eu já fui muito feliz
vivendo no meu lugar
Eu tinha cavalo bom
e gostava de campear
Todo dia eu aboiava
na porteira do curral
Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi Fubá
Eu sou filho do Nordeste,
não nego meu naturá
Mas uma seca medonha
me tangeu de lá prá cá
Lá eu tinha o meu gadinho, não é bom nem imaginar
Minha linda Vaca Estrela
e o meu belo Boi Fubá
Aquela seca medonha
fez tudo se atrapalhar
Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi Fubá
Não nasceu capim no campo para o gado sustentar
O sertão se estorricou,
fez o açude secar
Morreu minha Vaca Estrela,
se acabou meu Boi Fubá
Perdi tudo quanto eu tinha, nunca mais pude aboiar
Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi Fubá

O poema em questão exibe uma narrativa em primeira pessoa onde ficamos sabendo sobre os acontecimentos na vida de um sujeito que vivia no campo e tinha sua terra e seus animais, que lhe provinham sustento.

Por conta da seca, tal sujeito tem sua terra arrasada e perde seus animais. Assim, o poema é um lamento e uma denúncia sobre os males da seca no nordeste.

Esse poema integra o álbum fonográfico A terra é Naturá, gravado em 1981. O disco tem vários textos recitados pelo poeta e contou com a participação de nomes da música como Nonato Luiz e Manassés no violão, Cego Oliveira na rabeca e Fagner na voz.

Crédito:  Cultura  Genial

de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E AGORA JOSÉ?

 FINAL  DE  FESTA!  FECHADAS  AS  CORTINAS,  NADA  MAIS  RESTA.

O Poema
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nenhuma
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?


O  ano  era  1942.  



Esta  homenagem  ao  poeta  DRUMMOND  está  no  Rio  de  Janeiro,  na  beira  da  praia!!
credito:  NEWSLETTERS  


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