segunda-feira, agosto 10, 2026
sexta-feira, agosto 07, 2026
De VIDAS SECAS...MEMÓRIAS DO CÁRCERE...
Tenho a coleção completa das obras de Graciliano Ramos, inclusive um volume com AS CARTAS
Esta é a minha. Na estante www.estantevirtual.com.br ela está lançada à venda por R$ 302,00.
VENDO A MINHA POR R$ 250,00.
Saiba que
O livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, foi publicado em formato de livro mais de 140 vezes desde o seu lançamento original em março de 1938. Antes de formar o romance completo, vários de seus capítulos haviam saído separadamente em jornais e revistas, conforme o Google.
SE CABE INDICAÇÃO DE LEITURA,
VALE ESTA
quarta-feira, agosto 05, 2026
REPRISE, para não esquecer!!! JESUS NO HORTO
ANTONIO RIBEIRO NETO "anda" pelas ruas de Ubajara, tão grande era o seu amor por esta terra UBAJARA. Boa parte de sua existência, crareusense, residiu, VIVEU, em Ubajara e aqui absorveu o espirito ubajarense. Brigava pelas coisas da terra que o acolheu.
Recebeu título de CIDADÃO UBAJARENSE pelos serviços prestados em beneficio da população do município de Ubajara.
A OBRA
quarta-feira, julho 29, 2026
AS SECAS e o MUNICÍPIO DE UBAJARA: SECA DE 32
Por Messias Costa
O
primeiro registro sobre
a ocorrência da
seca foi referente
aos anos de
1499-1500. Naquele tempo
nem nome o
território tinha. Daí
em diante, são
inúmeras as anotações.
Em 1605 – 1606, quando
Pero Coelho de
Sousa esteve no
Ceará e na
Ibiapaba, foi tempo
de seca e,
claro, de sofrimento
para pessoas e
animais. E imaginemos
os efeitos da
calamidade: fome, sede,
doenças, mortes, muitas
mortes.
Agora
imaginemos quando a
seca acontece num
período de dois
anos. Esta condição
ocorreu por várias
oportunidades. Assim o
foi em 1614
e 1615. E
outras sequencias cronológicas
de fenômenos climáticos
rigorosíssimos: 1692-1693,
1736-1737, 1777-1778, 1816-1817, 1819-1920. As secas
de 1833-1834, empurraram
algumas famílias para a região
da Ibiapaba. Imaginemos
o panorama de
uma seca de
um ano. E
quando a seca
passava de um ano para
o seguinte. O
drama das famílias que
perdiam os seus
membros queridos, todos
os dias, vendo
eles morrerem à
míngua, sofrendo a
dor da fome.
Em
1836, chegaram ao
território do atual
município de Ubajara,
as famílias de ”Manuel
Luiz Pereira localizou -
se no lugar
Pavuna, em 1836;
Cosme Fernandes do
Rego, no sítio
Pau – Pitanga, em 1839; os
irmãos Manuel Soares
e Silva e
Francisco Soares e
Silva,(...) em 1840,
estabeleceram – se o primeiro
no sítio do
Meio e o
segundo no sítio
Buriti”, conforme os
apontamentos para a
história de Ubajara, de
Hemetério Pereira, para
a Revista do
Cinquentenário de Ubajara.
Em 1915, outra
seca muito rigorosa
atingiu o estado
do Ceará. E
novamente, muita sede,
fome, doenças e,
muitas mortes. Uma
leva de esqueletos
humanos vagueavam pelas
estradas do sertão
e das serras
a pedirem um
copo dágua, um
pedaço de pão
e uma sombra
para proteção contra
o sol escaldante.
A seca do
quinze foi o mote para
Raquel de Queiroz
escrever o QUINZE,
romance realista que
mostra as agruras
da seca terrível. Na crise climática de 1915, o governo do estado do Ceará promoveu a criação de campos de concentração de flagelados no interior.
Mas
agora já estamos
em 1932. E
não foi diferente
de outras épocas
de estiagem rigorosa.
Neste período, o
governo do estado
do Ceará criou
campos de concentração
com o objetivo
de evitar que
os sertanejos flagelados
chegassem até a
capital Fortaleza. Os
campos de Ipu,
Senador Pompeu, Quixeramobim,
Carius e Buriti
deram acomodação para
72 mil retirantes;
Em dois campos
de concentração, em
Fortaleza, foram retirados
1.800 seres esquálidos,
quase esqueletos vivos.
Os campos eram os de
Alagadiço e dos
Urubus, sendo bastante
sugestivo o nome
do campo: urubus!
EM
UBAJARA à época.
Era
prefeito interventor do
município de Ubajara,
em 1932, o
segundo Tenente RAMIRO ANTONIO
DE SOUSA que,
devido à grande
seca, no seu
auge, para
garantir a alimentação
para as famílias
ubajarenses, decretou que
nenhum item alimentício,
feijão, farinha, milho,
arroz, produzido no
município fosse vendido
para fora dele.
E este o
teor do
Decreto n 23
de 20 de
junho de 1932
Regula a saída dos gêneros
de
primeira necessidade produzidos
no município de
Ubajara ou armazenados
no mesmo.
O prefeito municipal
de Ubajara, 2º. Tte. Do Exército,
Ramiro Antonio de
Sousa, no uso
de suas atribuições
legais, e
Considerando que,
enquanto se fizerem
sentir os efeitos
da grande crise
climatérica que ora
assola o Estado,
é de máxima
importância para este
município, a regularização
da saída de
seus principais gêneros de
produção;
Paço Municipal de
Ubajara, 20 de
julho de 1932
Ramiro
Antonio de Sousa.
aa
2º. Tte – Prefeito Municipal
Mecosta
julho 2026
terça-feira, julho 28, 2026
foto FRANCISCO DA COSTA PINTO
O padre FRANCISCO PINTO. 1552 -1608
A CONTROVÉRSIA sobre o local da morte de padre Francisco Pinto, que a wikipédia estebelece como sendo são Miguel do Tapuio é informação equivocada, visto que os padres sairam da Ibiapaba e quero crer que a jornada corria por alguma ladeira de acesso do atual município de são Benedito, onde estava localizada a aldeia indígena, com o Piauí, na missão do Maranhão. São Miguel está no Piauí, não muito longe de Crateús. Fora de contexto, fora de rota, portanto.
segunda-feira, julho 27, 2026
UM QUILO DE SAL ou
UMA JARARACA NO BOLSO
SÓ
UM QUILO DE SAL
Ou
UMA JARARACA no BOLSO
Um dia
desses de nosso
senhor Jesus Cristo,
Um homem
se encontrou em
dificuldades
Por conta
do falecimento de uma parenta.
No aperreio
das circunstâncias,
Procurou procurar
o prefeito da
cidade.
Achado o
Prefeito,
Num primeiro
momento,
O homem
eleitor,
morador lá
do cafundó do
judas, no interior do Siará.
foi bem
recebido.
O prefeito
foi cordial, receptivo.
Falso e falso...
- “meu” Prefeito,
minha parente sofreu
um agravo mortal.
Foi fatal.
Morreu.
Sem manifestação
do prefeito.
Ai veio
o pedido: “doutor, preciso
de uma ajuda
do “meu” prefeito para
cobrir as despesas
para enterrar o
corpo.
Pedido feito
E, de
imediato, desfeito
pelo prefeito:
Negou.
Não tinha
verba para enterrar
defunto, etc etc.
O antes
querido eleitor, que
não me interessa
saber o nome,
nem tanto do
eminente prefeito, tentou
de outro modo
a obtenção da
ajuda: arrume o
tecido para fazer
as vestes, a mortalha,
digo, pelo menos.
Outra negativa do
prefeito, pouco interessado
em meter a
mão no bolso,
pois poderia ter
ali uma jararaca.
Mas o
querido e insistente
cidadão queria por
que queria a
ajuda do seu
prefeito. Apelou. Pediu
mais uma coisinha
assim, assim para ( deixa
pra lá...).
Foi mais
um tapa na
cara do eleitor:
“Tem não, fulano”.
Pois bem, “ meu “ prefeito, como
última tentativa o
querido eleitor, agora
abestado para o
Prefeito, sem demonstrar
raiva, disse somente:
“ me dê, meu
prefeito, pelo menos,
um quilo de
sal para eu
salgar a defunta”.
O prefeito
era duro na
queda: O eleitor
foi embora.
E a
defunta, morta estava,
morta permaneceu, sem ajuda e sem sal.
Mecosta..Julho 2026
terça-feira, julho 21, 2026
TENHO DÚVIDA breve reflexão. por Mecosta
TENHO DÚVIDA
Ontem foi
noite
E
depois
foi dia.
Hoje é dia.
A luz
veio
e iluminou
a terra.
A flor
desabrochou na beira
da estrada.
O pássaro
cantou a sua
melodia
Que
encanta
a quem ouve.
A
jornada
foi boa toda.
E
depois
da tarde,
A
noite surgiu tomando
de conta
Da
rua,
Da
mata
e da
vida.
E assim
o será,
Até
que
um dia,
A
grande
noite,
No
ato
final,
Fechadas
as
cortinas,
toma conta
de tudo.
A grande
escuridão,
com
a sua bocarra,
se apropria
de tudo.
É natural.
É normal.
É mortal.
Todas as
águas correm para o grande
mar.
Isso eu
sei.
Mas,
todas as
almas vão para
o céu?
Tenho dúvida.
Mecosta jul 2026
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