segunda-feira, julho 27, 2026

UM QUILO DE SAL ou

 UMA  JARARACA  NO  BOLSO


  UM  QUILO  DE  SAL

Ou  

  UMA  JARARACA  no  BOLSO  

 

Um  dia  desses  de  nosso  senhor  Jesus  Cristo, 

Um  homem  se  encontrou  em  dificuldades

Por  conta  do  falecimento  de  uma  parenta.

No  aperreio  das   circunstâncias,

Procurou  procurar  o  prefeito  da  cidade.

Achado  o  Prefeito,

Num  primeiro  momento,

O  homem  eleitor,

morador    do  cafundó  do  judas, no  interior  do  Siará.

foi  bem  recebido.

O  prefeito  foi  cordial,  receptivo.  Falso e falso...

- “meu”  Prefeito,  minha  parente  sofreu  um  agravo  mortal.

Foi  fatal.  Morreu. 

Sem  manifestação  do  prefeito.

Ai  veio  o  pedido: “doutor,  preciso  de  uma  ajuda  do “meu”  prefeito  para  cobrir  as  despesas  para  enterrar   o  corpo.

Pedido  feito

E,  de   imediato,  desfeito

pelo  prefeito:   

Negou. 

Não  tinha  verba  para  enterrar  defunto,  etc  etc.

O  antes  querido  eleitor,  que  não  me  interessa   saber  o  nome,  nem  tanto  do  eminente  prefeito,  tentou  de  outro  modo  a  obtenção  da  ajuda:  arrume  o  tecido  para  fazer  as  vestes, a  mortalha,  digo,   pelo  menos.  Outra  negativa  do  prefeito,  pouco  interessado  em  meter  a  mão  no  bolso,  pois  poderia  ter  ali  uma  jararaca. 

Mas  o  querido  e  insistente  cidadão  queria  por  que  queria  a  ajuda  do  seu  prefeito.  Apelou.  Pediu  mais  uma  coisinha  assim,  assim  para ( deixa  pra  lá...).  

Foi  mais  um  tapa  na  cara  do    eleitor:  “Tem  não,  fulano”.    Pois  bem, “ meu “ prefeito,  como  última  tentativa  o  querido  eleitor,  agora  abestado  para  o  Prefeito,  sem  demonstrar  raiva,  disse  somente:   “ me  dê,  meu  prefeito,  pelo  menos,   um  quilo  de  sal  para  eu  salgar  a  defunta”.

O  prefeito  era  duro  na  queda:  O  eleitor  foi  embora. 

E  a  defunta,  morta  estava,  morta  permaneceu,  sem  ajuda  e  sem sal.


                                                                 Mecosta..Julho  2026

 


terça-feira, julho 21, 2026

TENHO DÚVIDA breve reflexão. por Mecosta

 



TENHO  DÚVIDA

 

Ontem  foi  noite

E  depois  foi  dia.

Hoje  é  dia.

A  luz  veio 

e  iluminou  a  terra.

A  flor  desabrochou  na  beira  da  estrada.

O  pássaro  cantou  a  sua  melodia

Que  encanta  a  quem  ouve.

A  jornada  foi  boa  toda.

 

E  depois  da  tarde,

A noite  surgiu  tomando  de  conta 

Da  rua,

Da  mata 

e  da  vida.

E  assim  o  será,

Até  que  um  dia,

A  grande  noite,

No  ato  final,

Fechadas  as  cortinas,

toma  conta  de  tudo.

 

A  grande  escuridão,

  com  a  sua  bocarra, 

se  apropria  de  tudo.

É  natural.

É  normal.

É  mortal.

Todas  as  águas  correm  para  o  grande  mar.

Isso  eu  sei.

Mas, 

todas  as  almas  vão  para  o   céu?

Tenho  dúvida.

 

Mecosta  jul 2026


OS CÃES QUE CHORAM de saudade

 

OS  CÃES  QUE  CHORAM

 

Na  rua  que  moro,

Tão  bela  e  maravilhosa  rua

Mais  do  que  a  tua,

Pois  é  minha, 

O  dono  botou  dois  cachorros

Numa  de  duas  casas

Que  ganhou,  sem  ônus, 

do  Pai,  que  era  muito  avaro.

 

Das  casas,  desocupadas,

Postas  à  venda,

Uma  agora  aos  novos  inquilinos  pertence.

Os  cães,  que  ora  ocupam  a  casa, 

Na  verdade,  estão  abandonados  no  local.

O  dono  visita  os  inquilinos,

dia – a – dia,

Somente  não  sei  se  todos  os  dias; 

Traz  comida  e  deixa  água.

Quando  ele  vem,  os  cachorros  latem,

Acho  que  de  alegria.

 

Porém,  quando  o  dono  se  vai,

Chorosos, 

Os  cachorros  latem  mais  ainda,

acho  que  saudosos.

 

Os  cães, 

como  os  brutos, 

como  o  vate  pronunciou,

também  amam, 

E  sentem  saudade.

E  choram  também  na  noite  e  na  madrugada,

Agora  batidos  pela  solidão 

Da  desumana  e  fria   prisão; 

latem  também  com  a  passagem, 

na  rua,

De  outros  caninos

Os  quais  vagueiam   nos  ventos  da   liberdade.

Mecosta

jul 2026


O TEMPO PRA QUE TE QUERO, por Mecosta

 

TEMPO,   PRA  QUÊ  TE  QUERO

 

Quando  vemos

A  hora    passou

O  dia  veio  e    voltou

E  somente  resta  uma  certeza: 

a  Vida  se  encaminha  para   inesperado   fim,

Igual  à  noite  e  ao  dia.

 

De  manhã,  a  luz  chega

Através  da  janela  aberta;

À  noite,  o  dia  se  esvai  entre  os  dedos

E  nós,  somente  passamos  de  fase,

Trocamos  de  pele, 

O  cabelo  perde  a  cor, 

O  calor  arrefece,  

O  corpo  esmorece.

Mas  o  tempo 

é  igual  e  cruel:   não  deixa  margem  para  descanso.   

Ele  gira  as  suas  rodas  e  correntes 

sempre  para  a frente;

É  lâmina  afiada 

que  corta  a  carne,

Dilacera  paixões,

Provoca  guerras 

Que  destroçam  relacionamentos

e  Vidas.

 

O  tempo  não  perdoa  nenhum  ser  e,

No  ato  final,

arrasta  todos  para  o  vão  desconhecido

e  inamovível   do  etéreo.

Mecosta  julho de 2026


sempre que vejo OS SERVOS DA MORTE

 Sempre  que  VEJO,  NÃO  me  SUPERO  na  vontade  de  RELER  esta  maravilha  realista  de  nossa  literatura  brasileira.  Adonias  Filho  em  seu  OS  SERVOS  DA  MORTE  foi  estupendo.  A  sua  narativa  é  muto  forte,  nuito  realista  da  complexa  relação  da  família  DUARTE.

Quem  teve  ou  tem  a  possibilidade  de  ler a  obra  vai  ficar  maravilhado!!!  

E  repito:  é  uma  INDICAÇÃO  de  leitura.




                                                                                                                         Mecosta

DO  

                                       Mecosta

OS DISTRITOS, desde 1915

 

OS  DISTRITOS  DE  UBAJARA

 

         O  município  de  Ubajara  tem  4  distritos  oficiais.   O  primeiro  deles  é  o  distrito  de  Araticum.  Araticum  é  uma  fruta  da  família  das  ANNONÁCEAS.  Prima  da  graviola.   Idem  da  atemoia.  O  distrito  foi  oficializado  no  ano  de  1893,  pela  Câmara  de  vereadores  de  são  Pedro  de  Ibiapina,  atendendo  o  estabelecido   pela  Lei  Municipal  de   número  33,  de 10  de  novembro  de  1892,  ( cf. Pedro  Ferreira  de  Assis,  em  obra  de  sua  autoria ).  

Com  a  emancipação  do  distrito  de  Jacaré  oficializada   pela  Lei  estadual  de  número  1.279,  de  24  de  agosto  de  1915. o  distrito  de  Araticum  ficou  pertencendo  ao  território  de  Ubajara,  a  partir  da  data  supra.

O  segundo  distrito  é  a  atual   sede.  A  sede  foi,  conforme    mencionado,  oficializado  como  distrito  de  são  Pedro  de  Ibiapina  até  1915,  o  qual  tinha  o  nome  de  Jacaré.  A  vila  do  Jacaré  até  a  data  do  incêndio,  na  década  de  1880,   estava  localizada  onde  hoje  existe  o  bairro  nossa  Senhora  de  Lourdes.  Após  o  incêndio  de  grandes  proporções,  o  povoado,  ainda  com  o  mesmo  nome,  foi  construído  na  outra  margem  do  rio  Jacaré.  O  nome  do  distrito  do  Jacaré,  pertencente  ainda  ao  território  de  são  Pedro  de  Ibiapina,  permaneceu  até  a  emancipação,  em  1915. 

O  terceiro  distrito  é  Jaburuna,  antes  conhecido  com  a  denominação  de  Pavuna.  “ É  o  nome  PAVUNA  derivado  do  tupi  e  quer  dizer   lugar  escuro” ,  cf. Pedro  Ferreira  de  Assis,  em  seu  Dicionário  Histórico  e  Geográfico  da  Ibiapaba. 

“ Em  1º.  De  março  de  1952  foi  publicada  no  Diário  Oficial   do  estado  do  Ceará,  edição  de  número  5.364,  a  Lei  de  criação  do  distrito  de  Jaburuna,  a  qual  contem  Quadro  da  Divisão  Territorial  do  estado  do  Ceará,  bem  como  os  limites  interdistritais  de  Ubajara,” (in  História  Política,  social e  religiosa  de  Ubajara ),  a  caminho..

A  instalação. da  Ata:  “Às  quatorze  horas  do  dia  vinte  e  três  de  setembro  do  ano  de  mil  novecentos  e  cinqüenta  e  seis,  na  residência  do  cidadão  JOSÉ  FERNANDES  DA  COSTA”  ( idem,  a  fonte )

O  quarto  distrito  é  o  de  Nova  Veneza,  criado  durante  a  administração  de  Grijalva  Parente  da  Costa,  conforme  a   Lei 481,  de  22  de  Abril  de  1994.  O  território  de  Nova  Veneza,  nome  sugerido  pelo  monsenhor  Tarcísio,  é  composto  de  terras  da  região  conhecida  por  muito  tempo,  como  Fim  do  Córrego.  O  córrego  aqui  mencionado  é  o  rio  Jaburu,  que  proporcionou  as  condições  necessárias  para  a  construção  do  reservatório  do  Jaburu,  no  fim  do  córrego,  literalmente. 

QUASE  DISTRITO.  Na  década  de  1940,  a  região  de  Pitanga,  de  vastos  canaviais,  estava  muito  em  voga,  pois  por    passava  a  estrada  de  ligação    de  Tianguá,  passando  por  Olinda  ( atual  Caruatai ),  e  Pitanga,  até  chegar  a  Ubajara.  Foi,  por  Antonio  Miranda  Neto,  vereador  à  época,   proposta  a  criação  do  distrito  que  passaria  a  receber  o  nome  de  DISTRITO  MONSENHOR  EUFRÁSIO.  Não  houve  êxito. 

O monsenhor  Eufrásio  era  Gonçalo  Eufrásio  de  Oliveira,  nascido  em  sítio  Pitanga,  muito  homenageado  em  Sobral,  tendo  sido  um  dos  fundadores  da  santa  Casa  de Misericórdia  daquela  municipalidade.  Monsenhor  Eufrásio  era  filho  de  Joaquim  Eufrásio  de  Oliveira,  grande  proprietário  de  terras  no  citado  sítio.

 

Mecostarte.blogspot.com

21 julho 2026


segunda-feira, junho 29, 2026

BANCO DE BIOGRAFIAS

UM QUILO DE SAL ou

 UMA  JARARACA  NO  BOLSO SÓ   UM   QUILO   DE   SAL Ou      UMA   JARARACA  no   BOLSO      Um   dia   desses   de   nosso   senhor  ...