quarta-feira, agosto 21, 2024

de GUILHERME DE ALMEIDA, BARCOS DE PAPEL

 


Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde tímida e lavada,
Eu saía a brincar, pela calçada,
Nos meus tempos felizes de menino

Fazia, de papel, toda uma armada;
E, estendendo o meu braço pequenino,
Eu soltava os barquinhos, sem destino,
Ao longo das sarjetas, na enxurrada…

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais:
São feitos de papel, são como aqueles,

Perfeitamente, exatamente iguais…
– Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!


do meu  caderno  de  anotações




Nenhum comentário:

Postar um comentário

BANCO DE BIOGRAFIAS

os PIONEIROS foto

  da LOJA  MAÇÔNICA  DE  UBAJARA  OS  NOMES:  ENIO  BRAGA  DE  CARVALHO,  JOAQUIM  FERNANDES  DE  SOUSA,  SEBASTIÃO  COSTA,  ANTONIO  MIRAND...