TEMPO, PRA QUÊ TE
QUERO
Quando vemos
A hora
já passou
O dia
veio e já voltou
E somente
resta uma certeza:
a Vida se encaminha
para inesperado fim,
Igual à
noite e ao
dia.
De manhã,
a luz chega
Através da
janela aberta;
À noite,
o dia se
esvai entre os
dedos
E nós,
somente passamos de
fase,
Trocamos de
pele,
O cabelo perde
a
cor,
O calor
arrefece,
O corpo
esmorece.
Mas o
tempo
é igual
e cruel: não
deixa margem para
descanso.
Ele gira
as suas rodas
e correntes
sempre para a
frente;
É lâmina
afiada
que corta
a carne,
Dilacera paixões,
Provoca guerras
Que destroçam relacionamentos
e Vidas.
O tempo
não perdoa nenhum
ser e,
No ato
final,
arrasta todos
para o vão
desconhecido
e inamovível
do etéreo.
Mecosta julho de 2026
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