OS CÃES
QUE CHORAM
Na rua
que moro,
Tão bela
e maravilhosa rua
Mais do
que a tua,
Pois é
minha,
O dono
botou dois cachorros
Numa de
duas casas
Que ganhou,
sem ônus,
do Pai,
que era muito
avaro.
Das casas,
desocupadas,
Postas à
venda,
Uma agora aos
novos inquilinos pertence.
Os cães,
que ora ocupam
a casa,
Na verdade,
estão abandonados no
local.
O dono
visita os inquilinos,
dia – a –
dia,
Somente não
sei se todos
os dias;
Traz comida
e deixa água.
Quando ele
vem, os cachorros
latem,
Acho que
de alegria.
Porém, quando
o dono se
vai,
Chorosos,
Os cachorros
latem mais ainda,
acho que saudosos.
Os cães,
como os
brutos,
como o
vate pronunciou,
também amam,
E sentem
saudade.
E choram
também na noite
e na madrugada,
Agora batidos
pela solidão
Da desumana
e fria prisão;
latem também
com a passagem,
na rua,
De outros
caninos
Os quais
vagueiam nos ventos
da liberdade.
Mecosta
jul 2026
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