UMA JARARACA NO BOLSO
SÓ
UM QUILO DE SAL
Ou
UMA JARARACA no BOLSO
Um dia
desses de nosso
senhor Jesus Cristo,
Um homem
se encontrou em
dificuldades
Por conta
do falecimento de uma parenta.
No aperreio
das circunstâncias,
Procurou procurar
o prefeito da
cidade.
Achado o
Prefeito,
Num primeiro
momento,
O homem
eleitor,
morador lá
do cafundó do
judas, no interior do Siará.
foi bem
recebido.
O prefeito
foi cordial, receptivo.
Falso e falso...
- “meu” Prefeito,
minha parente sofreu
um agravo mortal.
Foi fatal.
Morreu.
Sem manifestação
do prefeito.
Ai veio
o pedido: “doutor, preciso
de uma ajuda
do “meu” prefeito para
cobrir as despesas
para enterrar o
corpo.
Pedido feito
E, de
imediato, desfeito
pelo prefeito:
Negou.
Não tinha
verba para enterrar
defunto, etc etc.
O antes
querido eleitor, que
não me interessa
saber o nome,
nem tanto do
eminente prefeito, tentou
de outro modo
a obtenção da
ajuda: arrume o
tecido para fazer
as vestes, a mortalha,
digo, pelo menos.
Outra negativa do
prefeito, pouco interessado
em meter a
mão no bolso,
pois poderia ter
ali uma jararaca.
Mas o
querido e insistente
cidadão queria por
que queria a
ajuda do seu
prefeito. Apelou. Pediu
mais uma coisinha
assim, assim para ( deixa
pra lá...).
Foi mais
um tapa na
cara do eleitor:
“Tem não, fulano”.
Pois bem, “ meu “ prefeito, como
última tentativa o
querido eleitor, agora
abestado para o
Prefeito, sem demonstrar
raiva, disse somente:
“ me dê, meu
prefeito, pelo menos,
um quilo de
sal para eu
salgar a defunta”.
O prefeito
era duro na
queda: O eleitor
foi embora.
E a
defunta, morta estava,
morta permaneceu, sem ajuda e sem sal.
Mecosta..Julho 2026
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