Mestre Albertino foi pedreiro e ajudou a construir nossa cidade. Assim, muito merece a homenagem. Era homem de vida simples e tranquila. Criou a família pacificamente.
terça-feira, novembro 19, 2013
quinta-feira, novembro 14, 2013
FONTE DE PESQUISA SOBRE A HISTÓRIA IBIAPABANA
Para os pesquisadores de nossa história, está aí a sugestão de leitura. O livro Brasil França ao longo de 5 séculos, de autoria do general A de Lira Tavares, publicado pela editora Bibliex, traz informações importantes sobre a história da colonização da nossa região ibiapabana. O material pode ser facilmente encontrado nos sebos pelo Brasil.
Este exemplar pertence ao acervo deste blog.
quarta-feira, novembro 13, 2013
UBAJARENSE, nem tanto
O homem era tão econômico ( para não dizer miserável, ranzinza ) que, cedo da noite, contam lá para as bandas do mercado, passou na mercearia do seu Toim Pintado e, precisando ir recolher uma galinha dispersa ao galinheiro, como se fosse comprar, pediu duas pilhas para a lanterna que já trazia de casa.
O seu Toim, entregou ao nosso personagem as duas pilhas tiradas da embalagem. Ele foi ao quintal localizado ali perto e logo voltando, disse: - taí as pilhas, Toim. Achei a galinha fujona no primeiro acender da lanterna. Este é um caso verídico.
O nome citado é fictício, para não melindrar as figuras.
O MENOR SONETO
Renato Travassos conseguiu fazer o menor soneto do mundo, em versos monossilábicos, com 14 palavras e 36 letras. Veja
"Ó
Vem!
tem
dó...
Bem
Jó,
quem
só
dor
se
fez
por
ti...
vês?"
Esta jóia rara está exposta na Gramática Normativa da Língua Portuguesa, edição de 1957, de Rocha Lima.
Claro: pertence ao meu acervo.
sexta-feira, novembro 08, 2013
PACAVIRA
Quando morava lá para as bandas de Shangriloá e tinha por volta de 11 ou doze anos, conhecia esta planta pelo nome de pacavira. Na época certa ela estava lá nas áreas úmidas das nossas baixas. Era bem destacada na natureza pelas suas cores e formato.
O nome comercial dela é estrelizia e o nome científico é strelitzia reginae. fotos do acervo

O nome comercial dela é estrelizia e o nome científico é strelitzia reginae. fotos do acervo
quinta-feira, novembro 07, 2013
CUIDADO COM O QUE FALAS!
LER É APRENDER CONTINUAMENTE
O Sonâmbulo
1 Certo indivíduo, conhecido como vivedor,
aboletou-se, no caminho de sua
2 vida, no solar dum homem bonacheirão e abastado, que lhe abrira as portas para
3 um descanso ligeiro. Nos primeiros dias, o dono suportou galhardamente o
4 hóspede, oferecendo-lhe o melhor trato, fornecendo-lhe a melhor cama, o melhor
5 vinho, os melhores charutos. Passada, porém, a primeira quinzena, começou a
6 pensar em um meio, que não fosse grosseiro, de livrar-se do importuno, e achou-o.
7 Tinham os dois acabado de almoçar e repousavam, lendo jornais e fumando
8 “havanas”, à sombra das árvores. De repente, o hospedeiro recosta-se pesadamente
9 na cadeira, cerra os olhos, deixa cair a folha e o charuto, simulando um sono
10 profundo. E, como em sonho, principia a falar: “Vejam só: que maçada! Esse
11 cavalheiro vem, aloja-se em minha casa, come, bebe, fuma, diverte-se, e nada de
12 entender que sua presença já me está sendo desagradável! Será possível que ele
13 não compreenda isso?” – E, soltando um suspiro, pulou da cadeira, esfregando
14 os olhos: “Que diabo! É eu dormir depois do almoço, vêm-me logo os
15 pesadelos. E que sonho mau tive eu! Parece até que falei alto, não?” – E o
16 outro, que de cenho cerrado, prestava atenção a tudo: “É exato; você esteve por
17 aí falando; e eu, como vi que se tratava de cousas de sonho, procurei não ouvir
18 para não ser indiscreto. As palavras dos homens só têm valor, mesmo, quando
19 eles as proferem acordados”. – E o hóspede continuou na casa por mais três anos
20 e quatro meses, isto é, até a transferência da propriedade, comendo do melhor 21 prato, dormindo na melhor cama, bebendo do melhor vinho, fumando os
22 melhores charutos.
2 vida, no solar dum homem bonacheirão e abastado, que lhe abrira as portas para
3 um descanso ligeiro. Nos primeiros dias, o dono suportou galhardamente o
4 hóspede, oferecendo-lhe o melhor trato, fornecendo-lhe a melhor cama, o melhor
5 vinho, os melhores charutos. Passada, porém, a primeira quinzena, começou a
6 pensar em um meio, que não fosse grosseiro, de livrar-se do importuno, e achou-o.
7 Tinham os dois acabado de almoçar e repousavam, lendo jornais e fumando
8 “havanas”, à sombra das árvores. De repente, o hospedeiro recosta-se pesadamente
9 na cadeira, cerra os olhos, deixa cair a folha e o charuto, simulando um sono
10 profundo. E, como em sonho, principia a falar: “Vejam só: que maçada! Esse
11 cavalheiro vem, aloja-se em minha casa, come, bebe, fuma, diverte-se, e nada de
12 entender que sua presença já me está sendo desagradável! Será possível que ele
13 não compreenda isso?” – E, soltando um suspiro, pulou da cadeira, esfregando
14 os olhos: “Que diabo! É eu dormir depois do almoço, vêm-me logo os
15 pesadelos. E que sonho mau tive eu! Parece até que falei alto, não?” – E o
16 outro, que de cenho cerrado, prestava atenção a tudo: “É exato; você esteve por
17 aí falando; e eu, como vi que se tratava de cousas de sonho, procurei não ouvir
18 para não ser indiscreto. As palavras dos homens só têm valor, mesmo, quando
19 eles as proferem acordados”. – E o hóspede continuou na casa por mais três anos
20 e quatro meses, isto é, até a transferência da propriedade, comendo do melhor 21 prato, dormindo na melhor cama, bebendo do melhor vinho, fumando os
22 melhores charutos.
Humberto Campos
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