Fonte DIÁRIO DO NORDESTE 29 JAN 2019
terça-feira, janeiro 29, 2019
quarta-feira, janeiro 23, 2019
ROBERTO CARLOS SEM MAIS PALAVRAS
Dos arquivos perdidos ( e recuperados ) do Blogger.
Era no tempo dos folhetos e da revista Capricho ( lembro bem desta ) sem ter lido nada dela. Neste tempo ( e mais recente ) li muito a Revista Geográfica Universal, da qual tenho cerca de 60 ( + ) unidades.
Vale a pena ver a letra da musica A Distância. São versos simples mas de grande poder emocional. Ele diz:
E o que dizer da letra de "A MONTANHA"?
Era no tempo dos folhetos e da revista Capricho ( lembro bem desta ) sem ter lido nada dela. Neste tempo ( e mais recente ) li muito a Revista Geográfica Universal, da qual tenho cerca de 60 ( + ) unidades.
Vale a pena ver a letra da musica A Distância. São versos simples mas de grande poder emocional. Ele diz:
" E na distância morro,/
todo dia sem você saber."
E o que dizer da letra de "A MONTANHA"?
"Mesmo que eu chore/
Obrigado, Senhor, por eu saber/
que tudo isso me mostra o caminho/
que leva a você."
quinta-feira, janeiro 17, 2019
PE IBIAPINA, homenagem a SÃO PEDRO DE IBIAPINA
Formação
Homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus, formou-se em Direito, tendo ocupado cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados. Decepcionado, abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d'água, açudes. Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos, atuação que inspirou no Nordeste o Padre Cícero e Antônio Conselheiro, e defendeu os direitos dos trabalhadores rurais.
Com a morte do pai – fuzilado em praça pública, no dia 7 de maio de 1825, em Fortaleza, por ter participado da revolução conhecida como Confederação do Equador – Ibiapina teve que voltar ao Ceará para assumir e manter financeiramente a família, tendo que interromper seus estudos.
Segundo alguns pesquisadores, foi nessa época que ele adotou o sobrenome Ibiapina, uma homenagem do pai à povoação de São Pedro de Ibiapina, assim como outros confederados o fizeram, homenageando outros locais da região.
O zelo apostólico do Padre José Antônio de Maria Ibiapina, no percurso do século XIX, no interior do Nordeste brasileiro, deixou marcas significativas, não apenas na organização posterior da Igreja, mas, sobretudo, na vida das pequenas comunidades desta região.[1] [3] [4]
Nertan Macedo, jornalista-pesquisador sério da história sertaneja cearense, afirma que Conselheiro, possivelmente teve oportunidade de participar das pregações do Padre Ibiapina na região de Ipu, Ceará, quando ali morou e que certamente teve forte influência deste missionário. Para reforçar sua tese afirma que o tratamento de "meu Pai" e a saudação "Louvado seja N. S. Jesus Cristo" adotada por Conselheiro e seus seguidores, foram copiadas da prática ibiapiniana.
Parece não haver dúvidas de que já naqueles tempos idos, Ibiapina adotava práticas precursoras da opção pelos pobres feita pela Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II, que posteriormente, viriam a dar origem à contemporânea Teologia da Libertação.. Essa ideia é defendida por Pinto Júnior SJ, em artigo publicado no periódico Perspectiva Teológica, ano XXXIV, nº 93.
Ainda nesse artigo, o autor defende a tese de que o Conselheiro e Padre Cícero foram influenciados pelo estilo de vida de Ibiapina e que de alguma forma adotaram seu modo de pregar e agir e que, também como Ibiapina, sofreram pressões da Igreja Católica por seus modos, até certo ponto independentes, de pregarem e vivenciarem a religiosidade cristã.
Fonte Wikipédia texto
quinta-feira, janeiro 03, 2019
VOLTANDO....
depois das
OTIMO ANO DE 2019 PARA NÓS TODOS.
Que possamos ter SAUDE, SUCESSO e SOSSEGO EM NOSSAS VIDAS.
Que a LUZ QUE NOS GUIA seja CONSTANTE nos nossos Caminhos.
mais uma CARTA DE GRACILIANO a uma ESCRITORA PRINCIPIANTE
A Marili Ramos
Arte é sangue, é carne
Rio, 23 de novembro de 1949.
Marili: mando-lhe alguns números do jornal que publicou o seu conto. Retardei a publicação: andei muito ocupado estive alguns dias de cama, a cabeça rebentada, sem poder ler. Quando me levantei, pedi a Ricardo que datilografasse a Mariana e dei-a ao Álvaro Lins. Não quis metê-la numa revista: essas revistinhas vagabundas inutilizam um principiante. Mariana saiu num suplemento que a recomenda. Veja a companhia. Há uns cretinos, mas há sujeitos importantes. Adiante. Aqui em casa gostaram muito do conto, foram excessivos. Não vou tão longe. Achei-o apresentável, mas, em vez de elogiá-lo, acho melhor exibir os defeitos dele. Julgo que você entrou num mau caminho. Expôs uma criatura simples, que lava roupa e faz renda, com as complicações interiores de menina habituada aos romances e ao colégio. As caboclas da nossa terra são meio selvagens, quase inteiramente selvagens. Como pode você adivinhar o que se passa na alma delas? Você não bate bilros nem lava roupas. Só conseguimos deitar no papel os nossos sentimentos, a nossa vida. Arte é sangue, é carne. Além disso não há nada. As nossas personagens são pedaços de nós mesmos, só podemos expor o que somos. E você não é Mariana, não é da classe dela. Fique na sua classe, apresente-se como é, nua, sem ocultar nada. Arte é isso. A técnica é necessária, é claro. Mas se lhe faltar técnica, seja ao menos sincera. Diga o que é, mostre o que é. Você tem experiência e está na idade de começar. A literatura é uma horrível profissão, em que só podemos principiar tarde; indispensável muita observação. Precocidade em literatura é impossível: isto não é música, não temos gênios de dez anos. Você teve um colégio, trabalhou, observou, deve ter se amolado em excesso. Por que não se fixa aí, não tenta um livro sério, onde ponha as suas ilusões e os seus desenganos? Em Mariana você mostrou umas coisinhas suas. Mas — repito — você não é Mariana. E — com o perdão da palavra — essa mijadas curtas não adiantam. Revele-se toda. A sua personagem deve ser você mesma. Adeus, querida Marili.
Muitos abraços para você.
Graciliano.
Graciliano.
PS: Você com certeza acha difícil ler isso. Estou escrevendo sentado num banco, no fundo da livraria, muita gente em redor me chateando.
das CARTAS de GRACILIANO RAMOS
No livro de "Cartas": 1936- 1937. Os bilhetes da prisão.
A primeira carta escrita por Graciliano a sua mulher quando estava preso.
“27-3-1936
Heloísa: Até agora vou passando bem. Encontrei aqui excelente companheiros. Somos setenta e dois no pavilhão onde estou. Passamos o dia em liberdade. Hoje comecei a estudar russo. Já você vê que aqui temos bons professores. O Hora estuda alemão. Entre os livros existentes, encontrei um volume do Caetés, que foi lido por um bando de pessoas. Companhia ótica. Se tiver a sorte de me demorar aqui uns dois ou três meses, creio que aprenderei um pouco de russo para ler os romances de Dostoiévski. Nas horas vagas jogo xadrez ou leio a História de Portugal. Julgo que sou um dos mais ignorantes daqui. Pediram-me uma conferência sobre a literatura do nordeste, mas não tenho coragem de fazê-la. As conferências aqui são feitas de improviso, algumas admiráveis. Tudo bem. As camas têm percevejos, mas ainda não os senti. Quanto aos mais, água abundante, alimentação regular, bastante luz, bastante ar. E boas conversas, o que é o melhor. Não lhe pergunto nada, porque as suas cartas não me seriam entregues. Abraços para você e para todos. Beijos nos pequenos. Graciliano”.
[Cartas, de Graciliano Ramos. Record (1985 - pág 165)]
Ainda no livro de "Cartas". 1928. As cartas de amor trocadas com a futura mulher bem mais jovem do que ele.
Heloisa foi muito amada pelo Graciliano Ramos.
Bilhete: Quando recebi tua carta...
[...]
serás a metade de minha alma.
A metade?
Brevemente?
Não: já agora és,
não a metade, mas toda.
Dou-te a minha alma inteira,
deixe-me apenas uma pequena parte
para que eu possa existir por algum tempo
e adorar-te.
[Cartas, de Graciliano Ramos. Record (1985- pág. 101]
Assinar:
Postagens (Atom)
BANCO DE BIOGRAFIAS
-
Washington Soares nasceu às 9h do dia primeiro de janeiro de 1889, em Ibiapina, cidade serrana do Planalto da Ibiapaba, filho do coronel...
-
Navegando pelo interior da Cartilha para que as lembranças ressurjam. Quem lembra do GA GE GI GO...
-
SOBRE A COPAIBA - Nomes Científicos – Copaifera R.Ducke (Mari-Mari) pertence a família da leguminoase-caesalpinoide. - Nome Po...






