"O perfil de quem busca os serviços de saúde para PARAR DE FUMAR é de quem tem uma dependência física ou relação psicológica muito intensa. Há aqueles que já tem alguma doença e precisam urgentemente PARAR" ( DE FUMAR ).
Radis, 131 ago/2013. CIGARRO SEMPRE É HORA DE PARAR págs. 225-26.quinta-feira, setembro 05, 2013
quinta-feira, agosto 29, 2013
BOAS PARA PENSAR!
IAGOÓÓÓRA! ( expressão
ouvida nesta Urbe)
A
manchete do jornal
diz: “CÂMARA NEGA CASSAÇÃO
DO MANDATO DE
DONADON”. Primeiro: o
nome do cara
deveria ser DANADÃO,
mesmo! Fez um
bocado de lambanças
com o dinheiro
público no norte
do País. Segundo:
é trágico e não é
NOVIDADE.
************
DURA LEX
Não se trata
dos produtos duralex.
Dura Lex,
sed Lex. A
lei é dura,
mas é a Lei.
Conforme Fernando
Sabino, para os
ricos “é DURA EX,
SED LÁTEX” que
quer dizer “A
LEI É DURA,
MAS ESTICA”.
É QUASE
UMA NORMALIDADE. O
dinheiro faz sumir
processo, dormir processo,
queimar processo; faz
até sumir as
principais PEÇAS do
jogo.
******************
É
O DÓLAR!!!
A
moeda americana está
sob controle: os
preços ( do pãozinho,
por exemplo ) está
quieto. O dólar
começa a subir.
O Governo Federal
vende dólar para
aquietar o mercado.
Nada: o dólar
continua subindo. E com ele,
o pãozinho começa
a apresentar preço
alto e assim
outros gêneros de
nossa mesa de
cada dia que
Deus dá. Interessante:
quando o dólar
baixa, as contas
continuam altas, os gêneros alimentícios
não tem os
seus preços alterados
para baixo.
É
uma gangorra que
apenas sobe!
DÊ UMA FORÇA
À FORÇA ESPIRITUAL que é o GRUPO CENTRAL DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS de Ubajara que completa 36 anos de grandes obras realizadas em prol das famílias de nossa cidade.
Parabéns, Alcoólicos Anônimos!
terça-feira, agosto 27, 2013
da LAVRA!!!!
QUANTA BELEZA
Grandes capuchos
de algodão [ doce ]
se espalham
no chão do firmamento
da quase
final de tarde
fantasticamente linda:
A beleza
habita em todo
o Universo.
Mas poucos
homens se dão
conta
De quanta
e rara beleza,
Está representada
nas obras do
Criador,
Dispersas em
cada fragmento
Dotado ( ou
não ) de
dinâmica.
Não são
belas somente as
estrelas
Pelo seu
brilho constante
Até que
sucumbam na escuridão
do abismo.
Não são
somente belas
as orquídeas
por serem variegadas.
São belas
as pequeninas flores
Nascidas no
mais fétido pântano.
São belas
as folhas da
bananeira,
As montanhas
e as pedras
Do caminho
silvestre
Pintado de
pequenos pontos matizados,
Onde as ( também
belas ) abelhas mansas
Colhem o
seu alimento todos
os dias.
Está nos
olhos a beleza
De quem
a vê,
Na sua
singeleza,
Sem compromisso
e sem
preconceitos.
EUMESMO
sexta-feira, agosto 23, 2013
MORRE UM UBAJARENSE (HÁ QUASE 4 ANOS )
Há mais informações sobre LOS INDIOS TABAJARAS, na rede. Busque! Vale a pena!.
…”Na tarde do último domingo, 15 de novembro
(2009), o violonista cearense NATALÍCIO
“NATO” LIMA, 91 anos, radicado há várias décadas nos Estados Unidos, perdeu
a longa batalha contra um câncer de estômago. Ele estava internado no Katerina
Nursing Home, em New York City.”
————-
Segundo todos os seus fascinados contadores a
história de Los Indios Tabajaras é tão inacreditável que bem poderia
ser uma história de cinema. De todos estes contadores o mais feliz foram
o próprio Nato Lima (Mussapere) e Luiz Nassif que conseguiu este
fantástico depoimento dele, Mussapere-Nato, em 2004, por
telefone, do qual publicamos aqui alguns
trechos:
“NASCI NA SERRA DO IBIAPABA, ENTRE PIAUÍ E
CEARÁ. NESTA SERRA, EM 1929, EXISTIA
UBAJARA, CIDADE PEQUENA, LUGAR FAMOSO HOJE. Naquela época não era. Um dia
apareceu por lá uma tropa de militares, chefiada pelo tenente Hildebrando
Moreira Lima.
Era muita gente e mudou nossa história. Não
tínhamos cidade, éramos uma tribo mesmo, fomos criados na tribo Tabajara, morando
em um terreno que não era nem Ceará nem Piauí, era uma área de litígio.
A tropa de militares foi para lá para amparar
uma tropa que vinha do Piauí, de um lugar chamado Tucurutiba. Passaram por lá
20 dias. Fizemos amizade. Não éramos aqueles selvagens que todo mundo dizia que
os índios eram. Nós estávamos a um quilômetro da beirada da serra.
Um dia meu pai saiu da aldeia e disse que viu
um buraco enorme nos pé da serra. Nós estávamos na chapada e meu pai havia
visto serra abaixo. Aí começou uma ventania, uma chuva e ele passou três dias
ali. Quando voltou à tribo nossa, antiga, disse que nunca havia visto buraco
tão grande. Viu lua sair do chão. Nós ficamos curiosos porque nunca vimos lua
sair de lugar nenhum, apenas de trás das árvores.
Nós fomos em três irmãos até lá, chegamos lá
e começamos a comer fruta enorme, besta, que não vale nada, chamada Ingá, maior
que feijão e contém espécie de algodão em volta, muito doce, muito bom. Quando
olhamos, vimos um violão, metemos a mão, fez aquele som, levamos um susto.
Levamos para tribo. Naquela época, os índios
não deixavam ninguém chegar a menos de 600 metros dali. Vivíamos isolados. O
violão causou transtorno na tribo. Havia outro som que escutávamos às seis da
tarde, e não sabíamos o que era. Nós, pequenos, pensávamos que era violão. Era
sino de cidade a uns 60 quilômetros dali, o sino de Ibiapina, assim chamada
porque lá era terra completamente pelada.
Um dia um soldado levou flechada, era um
soldado baiano, um mulatinho bonito. Os curadores da tribo curaram com infusões
em menos de cinco minutos, uma espécie de leite que se faz da folha de uma
árvore. Dois ou três pingos igual que leite. Depois de cinco minutos fica uma
cola horrível. Nossos curadores curaram aquele soldado que caminhou na mesma
hora. Os soldados ficaram muito admirados. Eles já tinham trazido caixão branco
com cruz. Começou ali amizade entre ele e uma das meninas da tribo.
Quando soldados se foram começamos a sentir
saudades do café, bolacha redonda de meio palmo e carne seca. Nós não conhecíamos,
e também gostávamos da corneta dos corneteiros. Só tocava quando ordenado, mas
algumas vezes tocava algumas coisas.
Eu tinha 8 ou 10 anos. Tribo tinha menos
índios que soldados, que eram mais de mil. Nós éramos uns 700.
Diziam que meu pai era guerreiro ou chefe.
Não era. Ele perdeu o colar de guerreiro, porque na tribo o guerreiro ganha
aquele colar de dente de onça. E o pai perdeu por coisa incorreta que fez. Não
permitiam nem que ele caçasse. Para casar necessita ser guerreiro. Como tinha
casado antes de perder o colar, tinha 13 filhos.
A mãe estava grávida do 14º, todos homens,
cada um com seu número no nome. Mas a gente dava número e não conseguia contar
mais que cinco. Toda noite contava as estrelas e não passava de cinco.
Usavam muito medicina de mato. Eu gostava de
comer barro e passava mal. Tinha vício daquilo e quase morri. Os curadores
diziam que eu iria morrer daquilo, porque criava bicho na barriga.
Os militares foram embora, mas nos deixaram
batizados. Padre que se chamava Magalhães, andava sempre de preto e se
ajoelhava, a gente ficava admirado. Na cidade tinha gente de todas as cores,
preto, branco, loiro, alguns com barba no rosto.
No Rio, começamos a tocar na rua. E nos
jogavam algum dinheiro e a gente ia vivendo bem, mas dava muito vergonha porque
éramos grandes, já.
Dali saímos a viajar no Circo, fomos a Belo
Horizonte. Durante o dia fomos a um cassino e conhecemos artistas, o Alvarenga
e Ranchinho. Até falei para a minha esposa que quer ir lá, porque tinha águas
quentes…E fui também para Ouro Preto e Alto do Rio Doce. Chegamos a ir até a
rádio Nacional, depois de voltar do Cassino da Pampulha.
Eu disse ao Alvarenga: agora nós temos um som
de qualidade. Mas temos problema, porque o cassino em que vocês trabalham quer
nos contratar, mas nós temos contrato com o circo, que não paga coisa nenhuma.
Ele disse: “vocês vão me levar ao circo que falo com o dono e rompo com o
contrato de vocês. Agora à noite, quando for tocar, vocês desafinam os dois
violões e cantam muito ruim, o pior que vocês podem. O dono do circo vai ficar
muito zangado”.
O dono do circo sabia que nós éramos dos
índios e tínhamos estampa boa, mas não sabia que a gente cantava. O povo
aplaudia por causa da roupa indígena e da simpatia, mas o talento era muito
ruim.
quinta-feira, agosto 22, 2013
AS MINAS DE ARATICUM, por SADOC DE ARAÚJO
As minas de
Araticum
“Ordem Régia
de Dom João
V, datada de
27 de março
de 1730, proibia
o estabelecimento de minas
no Brasil, exceto
nas Gerais. Nem
por isso as
notícias sobre a
existência de metais
preciosos no subsolo
do Ceará deixaram
de ativar a
avidez de aventureiros
que a todo
custo tentavam conseguir
a suspensão da
determinação real. A exploração
de minérios e
a busca de
tesouros escondidos foi
sempre um estimulante
para o desejo
de enriquecer e
lucrar latente n o
coração do homem.
Foi com este
propósito que a 17 de junho de
1738, Antonio Gonçalves
de Araújo adquiriu
a sesmaria concedida
a 8 de
janeiro de 1730
a Manuel Francisco
dos Santos Soledade,
terreno onde se
suspeitava, desde muito
tempo, existir minas
de prata, exatamente
no local onde
hoje se encontra
a povoação de
Araticum, município de
Ubajara, no sopé
da serra da
Ibiapaba. Antonio Gonçalves,
homem perseverante, arbitrário,
ganancioso, enviou ao
Conselho Ultramarino requerimento,
com longa exposição
de motivos, solicitando
permissão especial para
explorar as minas
de prata existentes
em terras de
sua propriedade, tendo
em vista as
enormes vantagens para
a fazenda real.
Corria o
boato de que
havia “tanta prata
na ladeira de
Ubajara que os índios
a
derretiam como caieiras
deitando lenha em
cima”. Diante de
tais informações, o
Conselho Ultramarino não
tergiversou em expedir Provisão
Régia, datada de
20 de abril
de 1939, concedendo
ao peticionante autorização
para explorar a mina.
Antonio Gonçalves
deu início imediato
aos trabalhos utilizando
como mão – de – obra dezenas
de índios fortemente
motivados pelo salário
e pela curiosidade.”!
Ao final,
Antonio Gonçalves de
Araújo não obteve
nenhum lucro, pois,
analisado por uma
comissão composta de
João Cristóvão Sporgel ( alemão ), Jean Fontenelle ( francês ), João
de Oliveira Carnide
e Estevão Gomes
Madeira ( portugueses ), o material
recebeu parecer negativo.
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