quinta-feira, abril 27, 2023
segunda-feira, abril 17, 2023
ler a BIBLIA é UM EXERCÍCIO DE SABEDORIA e faz o espirito LEVITAR
pois "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha";
Mateus 7:24
PAZ E BEM, nestes tempos confusos...
Todos os dias recomeçamos
a jornada
que nos é dada
pelo Criador
para fazermos coisas boas!!
terça-feira, março 07, 2023
Sobre ABDELKADER MAGALHÃES, RAIMUNDO MAGALHÃES JÚNIOR e Monsenhor Gonçalo Eufrásio
FOI QUASE SEM
QUERER
Foi
andando na Internet
que encontrei. A
princípio, buscava eu
informações sobre o
advogado Abdelkader Magalhães.
E, “sem querer,
querendo”, encontrei umas
coisas ( há dias
vi uma nota
sobre “as coisas”),
bastante interessantes. A
fonte é a Revista do
Instituto do Ceará.
A
primeira que vou
aqui expor é
sobre a figura
de Monsenhor Eufrásio
ou mais precisamente
monsenhor Gonçalo Eufrásio
de Oliveira, este
nascido “na próspera
cidade de Ubajara, sobre
a serra da
Ibiapaba”, em 23
de novembro de
1903. Neste tempo,
Ubajara era ainda
distrito de Jacaré,
pertencente ao município
de São Pedro
de Ibiapina. Gonçalo
era filho de
Joaquim Eufrásio de
Oliveira e de
dona JOANA Maria
Eufrásio de Oliveira.
Estes dados já
me eram do
conhecimento.
É
bom referir que,
no artigo “Cantinho
da Saudade”, contido no
blog de Artemísio
Costa, de Sobral, consta
que a mãe
de Joaquim era JOVINA Maria
de Jesus Eufrásio.
E esta é
a informação que
registrei em meu
“A Histório Política,
Social e Religiosa
de Ubajara em
Atos e Fatos,
datas e fotos”,
a publicar.
Bem,
na verdade, a
informação que me interessou foi
sobre o pendor
literário do monsenhor
Eufrásio. Está dito
na Revista do Instituto
do Ceará, página
218, que monsenhor
Eufrásio era colaborador
de alguns jornais
da época. “(...) vem
prestando os seus
bons serviços à
educação da mocidade, como
vice - diretor
e professor do Ginásio Sobralense.(...) É
colaborador do Correio
da Semana, do Debate, do
O Ginásio e
da Betânia e
dirige a Congregação
Mariana Ginasial, do
Ginásio Sobralense”. Ou seja,
Monsenhor Eufrásio transitava
no meio cultural
sobralense, participando ativamente
como colaborador de
jornais na cidade
de Sobral.
Abdelkader Magalhães
Nas
anotações de Hervé
Salgado Rodrigues, na
biblioteca de ESTUDOS
FLUMINENSES, depois de
muito ralar, dei
de cara com
informações valiosas sobre
Abdelkader Magalhães, advogado
e jornalista. Abdelkader viveu parte
de sua vida
em Campos, no
estado do Rio
de Janeiro. Já
instalado, para lá, levou Raimundo
Magalhães Júnior. O
texto com cortes: “Terminado o
censo de 1920,
por aqui ficou
um funcionário do mesmo,
que, desempregado, pegou
o posto de revisor da
Folha do Comércio. (...) “Quem
o redigia ( o artigo
de fundo) no
mencionado jornal ( Folha
do Comércio ) era
Thiers Cardoso, o
musicista da “Marcha
Brasil” e que seria deputado
federal. Thiers adoeceu
(...) e José
Carlos Pereira Pinto,
presidente da Associação Comercial
e automaticamente diretor
da Folha do
Comércio, pôs as
mãos na cabeça:
quem iria redigir
o artigo de
fundo? Foi quando
o revisor anônimo se
ofereceu para a
tarefa. Zé Carlos
mirou – o, descrente. Mas
o cidadão insistiu; era
quem revisava os
artigos, conhecia a
linha política do
jornal, deixasse que
ele tentasse. Escreveu. Uma
beleza. Melhor do que os
artigos de Thiers
Cardoso. Então o Zé Carlos
apertou o homem,
que se identificou:
era cearense, ( de
Ubajara ), advogado e
escondera esta condição
envergonhada por ter que apelar
para o emprego eventual
de funcionário do
Recenseamento. Era Abdelkader Magalhães,
cujo talento brilharia
em Campos. Mandou
ele, então, buscar
dois sobrinhos no
Ceará. Um era
o Raimundo Magalhães
Júnior, que se
tornaria figura de
destaque nos meios
literários nacionais, membro
da Academia Brasileira
de Letras. Estudou
no liceu e
começou a carreira
jornalística na “Folha
do Comércio”. Abdelkader
Magalhães brilharia no
Foro de Campos como advogado e
seria eleito deputado (...). Era
um homem de
grande talento. Em
1930 a tragédia
se fez presente
em sua vida:
matou ele um
pacato alemão, mecânico
da fábrica de
tecidos, crime cometido
sob uma ação
de excessos etílicos.
Desapareceu o
dr. Abdelkader, vivendo
sob nome suposto
no interior de
Goiás, só revelando
sua verdadeira identidade
na hora da
morte. O triste
episódio aconteceu em
1930 e Raimundo
Magalhães se mudou
para o Rio,
onde começaria no vespertino “A
Noite” sua valiosa
carreira de jornalista
e escritor. Infelizmente - e o fato
não tem explicação -
como que riscou
campos de sua
biografia, guardando mágoa
da cidade que
o acolheu, coisa
que não fez
nunca nenhum sentido”.
Por Messias
Costa. 7 de mar 2023
Raimundo Magalhães Júnior UMA BIOGRAFIA DO INCANSÁVEL
Raimundo Magalhães
Júnior
por
Cláudio César
Magalhães Martins, da Academia
Ipuense de Letras,
Ciências e Artes
Acredito que poucos saibam quem foi
Raimundo Magalhães Júnior, um cearense brilhante e que nasceu em um município
muito próximo à cidade de Ipu. Explico-me:
o personagem objeto deste artigo veio ao mundo na cidade de Ubajara, em 12 de
fevereiro de 1907. Seu pai, o jornalista Raimundo Magalhães, foi autor do VOCABULÁRIO
POPULAR, obra publicada em 1911. Aos 17 anos, transferiu-se para a cidade de
Campos (RJ), onde fez os estudos de Humanidades e se iniciou no jornalismo. Em
1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e, já no ano de
1934, lançou o seu primeiro livro de contos sob o sugestivo título “Impróprio
para menores.” Espírito irrequieto, foi um dos fundadores do Diário de
Notícias, secretário da revista “A Noite Ilustrada” e diretor das revistas
“Carioca”, “Vamos Ler” e “Revista da Semana.”
Em 1930, como redator de “A Noite”,
foi enviado ao Paraguai para cobrir a Guerra do Chaco, que aquele país travava
contra a Bolívia.. Em 1933, casou-se com Lúcia Benedett i, escritora e autora
de peças para o público infantil. Em
1938, escreve a peça Mentirosa, a qual foi premiada pela Academia Brasileira de
Letras. Entre 1939 e 1942, seis peças de sua autoria entram em cartaz no Rio de
Janeiro e em São Paulo. São elas: O Testa de Ferro, Carlota Joaquina, Um Judeu,
a Família Lero-Lero, Casamento no Uruguai e Trio em Lá Menor.
Fugindo à perseguição política da
ditadura de Getúlio Vargas, seguiu para os Estados Unidos em 1942, onde
permaneceu até 1945, passando a trabalhar no escritório de Nelson Rockefeller,
que, à época, era Coordenador de Assuntos Interamericanos. Neste período, foi
colaborador do The New York Times, Pan-American Magazine, American Mercury e
Theatre Arts. Ao retornar ao Brasil, participou da redação da revista
Brazilian- American, que então era publicada em inglês no Brasil.
Como tradutor do escritor americano
Tenessee Williams, verteu para o português as peças Anjo de Pedra, A Rosa
Tatuada e Gato em Teto de Zinco Quente. Poliglota que era, traduziu para a
nossa língua inúmeras obras teatrais do inglês, francês, italiano e espanhol,
obras essas que eram representadas no Teatro Maria Della Costa e Teatro
Brasileiro de Comédia. Embora suas traduções fossem elogiadas pela crítica por
sua fidelidade aos textos originais, o mesmo não ocorreu com as adaptações que realizou.
Na década de 1950, adaptou para o
cinema, sob o título João Gangorra, a
peça Essa Mulher é Minha, que vinha sendo protagonizada no teatro por Procópio
Ferreira. Na mesma década, escreveu O Imperador Galante, biografia a dramática de D. Pedro I, encenada no teatro
pela Companhia Dulcina-Odilon. Neste período, logrou eleger-se vereador do
Distrito Federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), exercendo dois mandatos:
1951-55 e 1955-59. Em 1953, publicou a biografia de Arthur Azevedo, primeira de
uma série de biografias, entre as quais se destacam Martins Pena e Sua Época e
As Mil e Uma Vidas de Leopoldo Fróes. Publicou também contos, antologias poéticas,
dicionários de citações, provérbios e frases feitas.
Em 9 de agosto de 1956, foi eleito
para a cadeira nº 34 da Academia Brasileira de Letras, anteriormente ocupada
por João Manuel Pereira da Silva, pelo
Barão do Rio Branco, pelo Gal. Lauro Müller e por D. Francisco de Aquino
Correia. Foi o 5º cearense a chegar à Academia. Antes dele, lá estiveram Araripe
Júnior, Clóvis Bevilácqua, Heráclito Graça e Gustavo Barroso. Como acadêmico,
exerceu por muitos anos a função de
redator-chefe da revista Manchete. Teve atuação destacada como autor de
radionovelas, que eram apresentadas na Rádio Nacional. Criou o programa Acredite se Quiser, o qual
apresentava, entre outras histórias, casos de aparições de fantasmas. Participou,
nos anos 50, do processo de implantação da televisão no Brasil, sendo um dos
diretores da TV Tupi. Indagado sobre como arranjava tempo para suas múltiplas
atividades, respondeu: “O dia dura 36 horas, quando sabemos esticá-lo por ambas
as extremidades. Uma consiste em dormir
tarde. Outra consiste em acordar cedo.” No ano de 1964, lançou sua obra mais
polêmica: Rui: o Homem e o Mito, onde procura desconstruir o mito criado em
torno de Rui Barbosa, apontando contradições e impropriedades em suas ações
políticas e em suas obras. O livro provocou a ira dos admiradores de Rui, como
se vê no texto abaixo, de Américo Jacobina Lacombe, então diretor da Casa de
Rui Barbosa: “Das páginas daquele cartapácio, quem sai realmente arrasado
não é Rui Barbosa; é o título de biógrafo pretendido pelo organizador. Se ele
tivesse ao menos realizado uma compilação de velhos inimigos de Rui Barbosa:
Laet, Moniz Sodré, Barcelos, Seabra, Bagdócimo, fazendo uma antologia contra o biografado,
teria reeditado muita calúnia destruída, mas teria fornecido ao público algumas
páginas de boa literatura.
Querendo dizer coisa nova, não
conseguiu ultrapassar o mau panfleto. Do ponto em que colocou o estudo não é
possível partir para fazer a revisão de qualquer figura histórica a que fazem
referência os noticiaristas apressados”. Sobre a personalidade de Raimundo
Magalhães Jr., assim se expressou Murillo Melo Filho, seu colega na ABL e na revista
Manchete: “Tinha um apetite de escritor e pesquisador, simplesmente insaciável, que não conhecia limites. Aí
também pudemos admirá-lo como um brasileiro honesto e honrado em suas posições políticas e convicções
ideológicas, um fanático na disciplina e na pontualidade de entregar, nos
prazos certos,
os seus projetos literários, de
livros, peças teatrais e traduções, um exemplo de correção e de lisura em suas
atitudes de intelectual digno e capaz,
um companheiro leal e correto, generoso e atencioso, e que por algum tempo esteve entre
aqueles poucos boêmios com os quais
qualquer colega gostaria de fazer uma grande farra” .
O mesmo colega o descreve, sob o
ponto de vista físico, como sendo baixo e atarracado, com apenas 1,60 m de
estatura, “algo vesgo e estrábico, características que não o aproximavam
muito de um elegante Apolo. Mas era,
ao mesmo tempo, um homem encantador, de prosa culta e erudita, ajudado por uma
memória prodigiosa.” Em certa ocasião, Adolpho Bloch, proprietário da Manchete,
mandou desligar a refrigeração do seu ambiente de trabalho. Em sinal de
protesto, Magalhães tirou a camisa, revelando o seu busto assaz feio e
ameaçando tirar o resto da roupa, o que fez Adolpho Bloch retroagir de sua
determinação. Sua morte foi trágica e inesperada. Em 12 de dezembro de 1981, ao
descer de um ônibus no sinal da Rua Silveira Martins com a Praia do Flamengo,
no Rio, e tentar cruzar o asfalto para chegar ao seu local de trabalho, na
redação da Manchete, foi atropelado por um carro em alta velocidade, vindo a
falecer. Tinha, então, 74 anos de idade. Eis um breve perfil do ubajarense
Raimundo Magalhães Júnior, personagem que honrou a cidade onde nasceu e o próprio
Estado do Ceará. Ubajara prestou-lhe justa homenagem,
ao inaugurar, em 23 de dezembro de
2008, uma Casa de Cultura que leva o seu nome, a qual abrigará o Memorial de seu
filho ilustre. Por sua inteligência,
produtividade e amor ao trabalho,
Murillo Melo Filho o cognominou de
“um operário da inteligência”, título que dá nome ao presente artigo.
Nota do autor:
As informações contidas neste
trabalho foram obtidas
através do GOOGLE, mediante consulta
aos títulos “RAIMUNDO
MAGALHÃES JR” e “RUI, O HOMEM E O
MITO.
terça-feira, fevereiro 14, 2023
quarta-feira, fevereiro 01, 2023
De OSCAR MAGALHÃES UBAJARA na íntegra
UBAJARA
Oscar Magalhães
Por ti
nasci poeta e
só por ti
será,
Ubajara, o
meu canto melhor;
Canto de
glória e canto de
esperança
Pelo que
és e pelo
que hás de
ser.
Porque
Vivo dentro
de ti, vives
dentro de mim,
Tu me
inspiras, eu canto,
e o meu
canto é um
clarim
Em que
farei vibrar, num
clangor todo novo,
A beleza da
terra, e do
céu, e do
povo.
E a
rega de suor
de meu rosto
cansado
Há de
fazer florir tua
mata e teu
prado.
Cantarei
Tuas águas,
Tuas filhas,
Teus verdes
bosques umbrosos;
O que
há de mais
puro, e mais
belo e mais
forte!
As tuas
águas são claras
Como o
zizi da cigarra...
Viajor, as
vossas mágoas
Vinde lavar
nessas águas!
Ó líquidos
cristais em que a sede
mitigo
Águas claras
e mansas,
Vós que
não conheceis a
perfídia do lago,
a malícia
do rio,
perto do
céu, longe do
mar, águas crianças,
fonte de
minha fé, causa
do meu lirismo,
vós me
falais de Deus
num doce murmúrio
de afago
e eu
vos bendigo
águas de
meu batismo.
A beleza
de tuas filhas
Semelha o vôo da
andorinha
Se não conheceis o
amor,
Vinde vê – las,
viajor!
Alvorada de
carne, eterna floração,
De amor
e de pureza,
Herdaste de
Iracema um dom
imenso;
Essa graça
morena,
Essa quase
tristeza,
Essa fascinação
Que falam
da palmeira e
da açucena
E das
manhãs radiantes de
verão...
Que para
vós o meu
verso seja incenso
E turíbulo
ardente o coração!
Galga o
azul teu grande
bosque
Na fronde
do piroá...
Nessa sombra,
ó viajor,
Adormecei vossa
dor!
Bosques de
minha terra onde
não mais estrugem
Estrupidos de luta,
alto soar de
inúbia,
Reside em
vós a força
e a paz
nesta hora dúbia!
Velhos carros
de bois, nos
desvios rechinam
Sob flores
de ipê... ao
longe turturinam
Rolas pardas,
azuis, cor de
ferrugem.
Vossa beleza
encanta e vossa força aterra!
Numa eclosão
de sons, num
tumulto de cores,
Num perfume
sutil de frutos
em sazão
Dais alimento
e sombra aos
pobres lenhadores
E abrigo
ao cafezal verde
que além se
alonga
Pejado de
rubis, loiro e
farto do orvalho,
Glorificando a
força, a harmonia,
o trabalho,
No forte
martelar da araponga.
Ó bendito sejais, bosques
de minha terra,
Vós que
me dais o céu, dando
a meditação!
Eu cantarei
assim...
E esse
canto será, na morna
paz do campo,
O farto
pão da espiga
e a luz
do pirilampo.
“Ubajara! Ubajara!
É tão grande
por ti o
meu amor
Que homem, chego
a esquecer o
meu tormento
Para cantar teus
dias de esplendor!”
Eu te
amo! Eu te
amo!
E à
força de te amar,
Vivo - serei
por ti essa
abelha doirada,
Morto –
ressurgirei numa rosa
encarnada
Para te
coroar.
Fonte: Revista
do Cinquentenário, ano
1965
BANCO DE BIOGRAFIAS
de A MISSÃO DE IBIAPABA, por padre Vieira
Da DESCRIÇÃO DO SÍTIO DA IBIAPABA página 47 e... “IBIAPABA, que na língua dos naturais quer dizer te...
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Washington Soares nasceu às 9h do dia primeiro de janeiro de 1889, em Ibiapina, cidade serrana do Planalto da Ibiapaba, filho do coronel...
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Navegando pelo interior da Cartilha para que as lembranças ressurjam. Quem lembra do GA GE GI GO...